Debora Pierini Longo mostra o poder da liderança feminina na Sabesp

Nos últimos tempos, o mundo vem vivenciando uma série de iniciativas e acontecimentos a favor do empoderamento feminino. A ONU lançou, em parceria com a instituição internacional Pacto Global, os Princípios de Empoderamento das Mulheres, conclamando empresas a promover entre seus funcionários, a igualdade de gênero, o que, na visão da Organização, vai garantir o fortalecimento das economias.

No dia 2 de julho, vimos a advogada francesa Christine Lagarde, que já havia feito história ao liderar e reformular o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) no mundo, ser indicada também como a primeira mulher a comandar o importante Banco Central Europeu.

Um exemplo muito similar de liderança, inovação e perspicácia, no universo da Sabesp, é o da engenheira civil Debora Pierini Longo, 40 anos, Superintendente da Unidade de Negócios Norte. Na Sabesp há 23 anos, Debora lidera uma equipe de quase mil profissionais.

Ela conta que há pelo menos quatro outros casos, em outras diretorias, de mulheres em postos de liderança dentro da Sabesp. Em sua diretoria no entanto, ela é a única profissional do sexo feminino com a responsabilidade de Superintendente de Operação.

Formada em Engenharia Civil na Unip e com um MBA Infraestruturas pela FGV-SP, encara com naturalidade o posto que o ocupa. “Não acredito que seja somente uma questão de sexo ou gênero [o fato de estar ocupando tal posição de destaque], mas, sim, de profissionalismo. Sempre exigi o melhor de mim. Amo o que eu faço, e isso aprendi com os meus pais. Sei que represento uma classe que foi bastante subjugada, mas tento desapegar a questão do sexo”, comenta Debora.

“Avalio que o mais importante no tocante à liderança é gestão a pessoas”, lembra. “Há sempre em jogo diferentes idades e ideologias, e você tem como principal objetivo procurar fazer com que estes profissionais deem o melhor de si”, relata.

Sob este ponto de vista, um toque de feminilidade é bastante positivo. E ajuda no ponto nevrálgico de sua posição: a liderança em si.

“Não é simples fazer as pessoas se motivarem. Acho que pela história da humanidade a mulher sempre teve uma visão mais geral, mais holística, de conseguir olhar para o outro com empatia. Assim, somos capazes de entender o que a outra pessoa está sentindo naquele momento e, como consequência, saber como motivá-la a dar o seu melhor.”

Debora acredita que, até por uma questão de personalidade, conseguiu se impor, em um mundo que tradicionalmente tende a ser mais masculinizado, o corporativo. Isso tudo sem perder a feminilidade.

“Creio que toda mulher em uma posição de liderança tem que provar mais que um homem. Não dá para não ver que, no mundo corporativo, há um sentimento masculino. A mulher muitas vezes tende a ser mais firme que o homem. Mas não levo isso pelo aspecto negativo. Já me acostumei e acho que isso é até normal. Acho que quebramos muitas paredes e barreiras. Hoje posso dizer que consigo circular entre os vários níveis da empresa de uma maneira natural”, celebra.