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Dia 03.10 - Primeiro Dia do Congresso ABES - Fenasan 2017 PDF Imprimir E-mail
Sáb, 21 de Outubro de 2017 13:02

Logo na manhã de 04.10, o primeiro dia efetivo de trabalho do evento, era intenso fluxo de congressistas.

Palestra de Geraldo Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ministrou a palestra de abertura do Congresso ABES/Fenasan 2017, focada principalmente na necessidade de uma nova estrutura tarifária, para tributar menos o setor de saneamento e mais outros setores, assim garantindo o acesso à água e esgoto de toda a sociedade.

Alckmin também abordou a crise hídrica de São Paulo, que teve início em 2014 e resultou em grandes investimentos para garantir o abastecimento - sobretudo da região metropolitana onde vivem 22 milhões de pessoas - frente ao baixo nível das represas. "Em 1953 tivemos a maior seca da história do século passado e em 2014 choveu a metade daquele ano, um episódio que acontece a cada 250 anos. A primeira medida foi evitar o desperdício, depois veio bônus para quem economizasse e ônus para quem gastasse mais. O mais importante é que a cultura de evitar o desperdício ficou. O segundo ponto foi integrar os sistemas da região, com um reservatório socorrendo o outro e o aproveitamento do volume morto, com bombas de captação.Passamos toda a crise sem racionamento", afirmou.

Para otimizar o saneamento em São Paulo, o governador ainda aludiu ao convênio com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) para um programa de redução de perdas, que no estado chega a um índice de 30%, que, entre outras medidas, possibilitará a substituição de redes antigas e melhorias na distribuição. 

Após sua palestra,o Governador Alckmin participou de um bate-papo com os presidentes da ABES, Roberval Tavares de Souza e Olavo Alberto Prates Sachs da AESabesp, que indagaram o governador sobre como melhorar a eficiência e a gestão do saneamento. "O grande desafio em todas as áreas é a gestão, porque o dinheiro é curto, só tem uma maneira de melhorar isso :dando eficiência, garantindo água de qualidade, afastar o esgoto e destinação aos resíduos sólidos. Saneamento é saúde e também uma forma de gerar empregos rapidamente", finalizou o governador, que após a palestra fez a abertura da FENASAN e visitou alguns estandes. Na foto a seguir, em visita à Feira, o Governador está com o presidente da AESabesp, Olavo Alberto Prates Sachs, e os diretores Márcia Nunes (Projetos Socioambientais), Evandro Oliveira (Financeiro) e Viviana Borges (Social).

Painel de Abertura “Saneamento Ambiental: Desenvolvimento e Qualidade de Vida na Retomada do Crescimento”

Com auditório completamente lotado de participantes de todos os estados brasileiros, o painel “Saneamento Ambiental: Desenvolvimento e Qualidade de Vida na Retomada do Crescimento”, tema do evento em 2017, trouxe para discussão questões bem pertinentes, respondidas pelo senador da República, Roberto de Oliveira Muniz, pelo deputado federal, João Paulo Papa; pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, e pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelman. Os coordenadores foram os presidentes da AESabesp, Olavo Alberto Prates Sachse da ABES Roberval Tavares de Souza.

A Universalização do Saneamento

A questão inicial foi feita pelo presidente da ABES, Roberval Tavares de Souza: “o que é preciso ser feito para se atingir a universalização do saneamento, face aos baixos índices de cobertura do saneamento na maior parte do País”, que começou a ser respondida pelo senador Muniz, com ênfase nas necessidades de recursos para o setor “que vem caindo ano a ano. Ainda temos que acabar com o ambiente hostil com o setor privado e ampliar as parcerias”, argumentou.

Na contrapartida, o deputado Papa explanou que o Brasil é um país muito complexo, no qual a metade da população é excluída do sistema de saneamento. Dessa forma, muito além de aportes financeiros, é preciso de vontade política, com ações responsáveis e realistas, para se reconhecer o setor numa condição especial de infraestrutura. Para ele, a intervenção do setor privado não é grande solução, que seria uma governança com mais lógica, citando a titularidade de regiões específicas, que prejudicam a consolidação de ações coletivas. “O saneamento precisa ocupar o local de política pública, para a civilização do País e não pode oferecer recursos ostensivos a uns e precários a outros”.

Concordando com Papa, o secretário Benedito Braga afirmou que “quando houver reconhecimento da classe política que o setor é importante, será muito mais fácil captar investimentos privados e subsídios públicos. Jerson Kelman, presidente da Sabesp, abordou que é preciso refletirde onde vem esses recursos, principalmente em relação ao cidadão contribuinte que paga uma tarifa e nem sempre conta com um atendimento adequado. “O contribuinte precisa ter certeza e confiança do ressarcimento do que está pagando. E a maneira de se responder isso é mostrar resultados. O recurso do setor privado também passa por esse crivo”, destacou. “Temos um país em que o saneamento é administrado por diferentes instâncias e desdobramentos. Temos alguns prefeitos que até podem passar saneamento para uma empresa sem comprometimento, em que o tratamento de água e esgoto, por exemplo, é só mais um custo. É preciso haver um pacto que atenda o desafio da regulação, uma tarifa real, uma hierarquia do que é necessário e um planejamento do percurso a ser desenvolvido. Dentro desse cenário, é possível a universalização com plano prazo”, concluiu.

A Crise Econômica

A segunda abordagem do Painel foi colocada pelo presidente da AESabesp, Olavo Sachs, dirigida para a crise econômica no País e seus impactos no saneamento. Em resposta, o senador Roberto Muniz disse que o setor precisa de um debate mais claro do serviço que presta, seja do setor público ou do privado, pois de fato a união está sem dinheiro e 87% dos municípios brasileiros estão em endividamento. E assim como o saneamento, todos os setores querem subsídios mas não tem como suprir. Dessa forma, é necessária ampliar sim a participação de outros agentes pra desafogar o setor público. Tem que envolver as empresas privadas, por que elas não querem deixar de produzir por falta de segurança hídrica. Os empresários sabem que não há vida sem água”.

O deputado Papa concordou com a necessidade de ampliação de recursos com a participação do setor privado. Porém, enfatizou que o saneamento tem que servalorizado como setor público, para ser gerido na própria sociedade . “Construir o valor social do setor, até para se chegar a uma tarifa responsável”, Voltou a dizer que 2018 é o momento. Ainda abordou a necessidade do subsídio cruzado, exemplificando que graças à arrecadação de São Paulo muitos municípios conseguem viabilizar condições básica de saneamento que jamais conseguiriam com recursos próprios. “Construir uma agenda de compromisso é fundamental nesse momento de definição, com a expectativa de lideranças nas eleições de 2018 E a Abes e a AESabesp são entidades concentradoras dessas propostas”, afirmou.

Benedito Braga ainda trouxe para o debate, a crise fiscal, o desemprego e o quanto o saneamento colabora para o de trabalho, por empregar muita gente. Nesse contexto, Kelman apontou a falta de renda do cidadão como o principal agravante da crise. Sobre o subsídio cruzado admitiu que é essencial para algumas cidades, mas deve ser desestimulado para a administração de agências reguladoras municipais. “Existe uma sensação de insegurança para os investidores, sejam eles públicos ou privados, quando os sistemas de gestão de recursos são interdependentes. É preciso uma gestão hídrica coerente para todos. Outro entrave é a interpretação da questão ambiental, que a rigor deve ser instituída para defender a sociedade de interesses que agridem o meio ambiente, mas tem se adaptado mau ao saneamento, fazendo impedimentos equivocados em soluções nas quais o beneficiaria a sociedade e não poderia serem tratadas como empresas poluidoras". 

Perguntas do público

Francisca Adalgiza da Silva, de São Paulo: - Quando sairemos do discurso para a prática? O senador Muniz respondeu: - Quando elegermos uma pessoa íntegra para presidente e ter mais representantes de relevância no setor?

Danilo Assunção, da Bahia: - Quem atende melhor: as companhias públicas ou privadas?O secretário Benedito Braga respondeu: - Tanto faz, depende da seriedade e eficiência da empresa e também da implantação de tarifas corretas.

Marisa Costa, de Goiás: - A Sabesp entrará no mercado de resíduos sólidos? Como será essa gestão? O presidente da Sabesp, Jerson Kelman,respondeu: O projeto é de se criar uma empresa estatal da qual a Sabesp poderá fazer parte. Há um espaço para isso em atendimento à Lei Nacional de Resíduos Sólidos que determina que o destino final dos resíduos não seja em aterros. Muitos municípios não têm condição para, sozinhos, planejar e administrar essa demanda".

Início do Campeonato de Operadores

No Pavilhão da Feira, foi iniciado o Campeonato de Operadores com participantes de todo o Brasil e também da Diretoria de Sistemas Regionais da Sabesp, que contou com o seguinte resultado:

Prova de Montagem de Padrão e Ramal de Ligação de Água –
1º - Cleber do Prado Diniz (RG)/
2º - João Neves Silveira Filho (RG)/
3º - Carlos Benedito da Silva (RV).

Prova de Automação, Leitura e Entrega de Fatura –
1º - José Roberto Ferreira do Carmo (RT)/
2º - Osvair Garcia Vais (RB)/
3º - Benedito de Carmargo Junior (RM)

AESabesp assina parceria com a IFAT para a Fenasan 2018

A AESabesp assinou no primeiro dia de Fenasan 2017, 03.10, uma parceria com a IFAT – Messe Munchen(a maior feira global de soluções ambientais), para a edição de 2018. Essa ação trará novas experiências e cooperações sobre o mundo da tecnologia para o mercado brasileiro, pois sua experiência é conhecida mundialmente em países pelo mundo, como: Alemanha, China, Índia, África do Sul, Turquia e agora no Brasil.

Na assinatura da parceria,o presidente da AESabesp, Olavo Sachs, divulgou a data da Fenasan 2018 que será realizada no Expo Center Norte – Pavilhão Branco, de 18 à 21 de setembro. Participaram do ato os representantes da IFAT, Christian Rocke e Collin Davis - diretor executivo de bens de capital e feiras, que também agradeceram e deram as boas vindas a essa nova parceria com a AESabesp.

Em seu pronunciamento Christian Rocke disse ser um prazer e uma honra trazer novas cooperações onde todos saem ganhando, pois será uma junção importante com a maior feira de saneamento e meio ambiente da América Latina. Ainda ressaltou que o papel da IFAT será o de trazer uma experiência de longo prazo em tecnologia de saneamento.

 

 

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